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MPRR e MPT promovem diálogo intercultural com indígenas Warao

Postado por Yano Gomes em dez. 19 2025 15:58:29

Na última terça-feira, 16 de dezembro, o Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Vítimas, Minorias e Direitos Humanos (GAEVI-MDH), e a Promotoria de Justiça de Proteção à Criança e Adolescente, e o Ministério Público do Trabalho (MPT), realizaram um diálogo intercultural com representantes da comunidade indígena Warao, no bairro Pintolândia, em Boa Vista, juntamente com outras instituições públicas. 

O objetivo do encontro foi estabelecer um diálogo intercultural acerca das pessoas em situação de vulnerabilidade que praticam a mendicância nas ruas, na companhia de crianças. 

A reunião contou com a participação de representantes de vários órgãos públicos e organizações de direitos humanos, como a Procuradoria-Geral do Município de Boa Vista, o Centro de Atendimento Integrado à Criança Yanomami e Ye’kwana, Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Operação Acolhida, Conselheiros Tutelares, CREDHYY (centro de referência em direitos humanos para Yanomami e Ye’kwana) e ACNUR.

Para o coordenador do GAEVI-MDH, promotor de justiça André Paulo dos Santos Pereira, o problema de crianças em situação de mendicância nas ruas da cidade é preocupante porque elas ficam sujeitas a muitos perigos. “A reunião foi muito proveitosa porque nos permitiu buscar a conscientização e o apoio das lideranças indígenas locais, mediante escuta e diálogo intercultural.” destacou o promotor. 

Uma das estratégias do grupo interinstitucional é trabalhar para que todas as crianças e adolescentes sejam matriculados na rede pública educacional e possam praticar esportes em programas oferecidos pela Prefeitura de Boa Vista. “Buscamos alternativas propositivas e respeitosas, que protejam os direitos das crianças e respeitem a autodeterminação dos povos indígenas. Nosso objetivo é que as crianças estejam na escola ou praticando esportes e não na rua”, salientou André Paulo. 

Para o senhor José Chineu, um dos líderes da comunidade, dialogar com as autoridades locais é imprescindível. “Agora somos uma Associação e estamos confiantes que serão desenvolvidos projetos para melhoria das nossas condições, como moradia, empregos e escola”, afirmou.